Biografia - Gia Carangi

Biografia - Gia Carangi



Gia Carangi, nasceu em janeiro de 1960, na Philadelphia, Pennsylvania. Era caixa de lanchonete e aos 18 anos mudou-se da para New York, para seguir carreira como modelo. Ela conseguiu!!! Foi a modelo que quebrou todos os tabus do mundo da moda. Foi a primeira modelo a desfilar com roupas de homem e aparecer no estúdio de cara lavada, vestindo um velho jeans rasgado no joelho e assumir que era Lésbica. Por essas e outras transformou-se num mito. Em menos de um ano, sua beleza quase nua (ela nunca usava maquiagem) foi para as capas das principais revistas de moda. Foi modelo preferida de Diana Von Fustemberg, com a a qual teve uma paixão, fotografou para a Vogue, Cosmopolitan e desfilou com Gianni Versace, designer e amigo com quem dividia suas intimidades. "Nenhuma mulher é verdadeiramente mulher se não for loira". Nesta frase ela se referia a sua namorada, Sandy Linter, com quem teve "o caso de amor" mais famoso e polêmico dos bastidores do mundo da moda. Imaginem só, isso tudo aconteceu nos anos 70 e 80, onde o preconceito era maior,quando tudo era proibido ou pecado. Gia merece todo o respeito do mundo pois nunca escondeu de ninguém que era Lésbica. Ela era linda e selvagem, seu estilo de vida e caráter ainda hoje abalariam. Tinha tudo: cachês altíssimos, o amor de mulheres fantásticas até que tornou-se viciada em heroína, vício que custou sua carreira, dinheiro e vida. Morreu de AIDS, contraindo a doença por compartilhamento de seringas. Gia era uma pessoa como outra qualquer, apenas uma garota tentando competir com sua mãe, se encontrar e viver um pouco. Infelizmente, ela nunca soube como competir, tão pouco se encontrou ou descobriu como viver, até que já era tarde demais. Numa de suas sessões de fotos, sua carreira desmoronou ao serem notadas as marcas de picadas de agulha no seu corpo. Gia entrou para a lista negra do mundo da moda que acabou matando-a de verdade. Depois de várias recaídas e de terapias de reabililitação, a AIDS foi decisiva. Vítima de sua própria dor e vazio, nunca soube como lidar com a vida. Sua mãe abandonou o lar quando Gia ainda era criança. Esse fato, provavelmente, alterou todo o curso de sua vida, transfomando cada dia em um inferno de drogas. Teve um grande amor, Rochelle Rosen (sua última amante), elas se conheceram durante um ensaio fotográfico. Rochelle tinha razões para sua obsessão e contou: "Eu nunca soube o que era o amor antes de Gia e nem o que era uma cama maravilhosa. Eu era sua mulher, ela meu homem. Gia tinha uma forma deliciosamente fashion de ser butch. ". Rochelle tentou de todas as formas fazer com que Gia abandonasse as drogas, deu todo apoio quando Gia deixou a moda para tentar se tratar, mas quando voltou à utilizar heroína, deu um fim ao relacionamento (Rochelle morreu de AIDS em 1990). No final de sua vida, Gia queria que sua história fosse contada para que outras pessoas tivessem a oportunidade de aprender com sua tragédia. Dessa forma sua vida não seria em vão. No auge de sua carreira, quando já estava completamente dominda pela heroína, seus braços eram maquiados ou escondidos para que não fossem fotografadas as marcas deixadas pelas seringas. A AIDS a mutilou a ponto de os músculos se desgrudarem do corpo. Em 18 de novembro 1986, Gia entrou para uma parte triste da história como a primeira mulher famosa a morrer de AIDS. Ganhou muito dinheiro como uma supermodelo atual (chegou a ganhar 750.000 dolares em uma temporada!), mas perdeu tudo. Quando começou a se tratar da AIDS, não tinha dinheiro para custear o tratamento, teve que se declarar indigente para conseguir ajuda médica. Jovem, linda, supemodelo e vítima dela mesma. Sua brilhante carreira e triste fim renderam um filme e oscar de Melhor Atriz para a maravilhosa Angelina Jolie, (pela sua interpretação em Gia). Se você não viu o filme ainda, está perdendo tempo. Além de conhecer a história de Gia, vai poder se deliciar e suspirar por Angelina Jolie que está maravilhosa como sempre. O filme começa picante, com uma cena de amor entre Angelina Jolie e Elizabeth Mitchel (que também não é de se jogar fora).


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